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A serigrafia na Alastra não é apenas uma técnica de estampa, mas um território de experimentação visual e conceitual. Cada impressão carrega a imperfeição como valor, o erro como linguagem e o acaso como parte do processo criativo. As matrizes não buscam repetição exata, buscam presença, gesto e identidade.
A identidade visual da Alastra nasce do choque entre o urbano e o onírico. As imagens transitam entre o real e o surreal, criando composições que parecem fragmentos de memória, ruídos gráficos ou sonhos impressos no tecido. Camadas se sobrepõem, registros se deslocam, cores se encontram de forma inesperada. Nada é estático, tudo está em movimento.
As técnicas experimentais fazem parte da essência do trabalho: sobreposições manuais, variações de tinta, testes de pressão, interferências diretas e processos híbridos que misturam serigrafia tradicional com intervenções artesanais. Cada peça se torna única, recusando a lógica industrial e reforçando a ideia de vestuário como objeto artístico.
A serigrafia da Alastra traduz visualmente sua identidade de rua, sua relação com a arte e sua vontade de romper padrões. É uma estética crua, poética e visceral. Onde o surreal não é fantasia, mas uma forma de enxergar e imprimir o mundo.